Quem cria conteúdo original em seu blog, cedo ou tarde irá se deparar com um problema chato: plagiadores. São seres (humanos?) que se apossam de seu conteúdo, mesmo seu blog não estando licenciado sob Creative Commons, e transcreve um post bacana para o blog, fazendo hot link de imagens, não citando a fonte, e achando que isso tudo é normal, afinal, Internet é terra sem lei, né?
Tem gente que não liga, mas eu ligo, afinal, atualmente meu sustento vem dos sites e blogs que mantenho, e neste contexto, qualquer ato ilícito cometido por outrem que afete meu trabalho, é encarado como atitude hostil, digna de retaliações. O Google não gosta de conteúdo duplicado espalhado em vários sites, e eu não gosto ver o fruto do meu trabalho, o que gerará meu salário no final do mês, ser usurpado por um zé mané que não sabe sequer escrever “paralelepípedo” corretamente.
O “power to the people” é muito bonito na teoria, mas na prática, especialmente no Brasil, o que mais se vê são pessoas fazendo mau uso da ferramenta gratuita que têm à disposição. Blogger e WordPress.com são verdadeiros paraísos de plagiadores. Felizmente, pelo menos no WP.com, há uma forma de acabar com a alegria desses “blogueiros”.
O Guia do PC constantemente é alvo de plágio. E essa alta taxa de cópias me fizeram criar um roteiro a seguir quando me deparo com algum caso do tipo:
Não demora muito, e alguém responde seu chamado. Na maioria dos casos, porém, a primeira atitude resolve o problema, o plagiador confessa que errou, e corrige a mancada. Porém, há casos em que o molecote responde mais ou menos assim:
Rodrigo P. Ghedin, que vc e para ir em meu blog me da lição de moral.
Onde eu encontrei a noticia não te tem nada a ver com vc, se preocupe com seu site.
Não me ameace, porque não tenho medo.Fique sabendo que nunca entrei si quer no seu site.
Vc ainda queria me ensinar como postar, cara se toca.Faz o favor de sempre que postar uma noticia colocar uma identificação no post pra eu saber que é sua e nunca postar.
Babaca.
Ele havia transcrito um post antigo de um dos meus sites, com as mesmas palavras, sem tirar, nem pôr. Hoje, o blog dele exibe isso:

Ponto! Um plagiador a menos.
Quando o blog está em domínio próprio, a coisa complica, e nesses casos é melhor tentar um acordo, ir com cautela, coisa e tal. Ou então, caso o plagiador tenha feito hot link das imagens, apelar para isso. É deselegante, mas tem um efeito devastador :D .
Ah sim, as diretrizes do site. Nos meus sites e blogs, resolvi adotar nossa lei para defender meu conteúdo. Ela é meio fraca, pois não refere-se exatamente à Internet, mas por analogia, é possível aplicá-la ao mundo virtual. A fundamentação está nos artigos 18 e 29, I, os quais reproduzo abaixo:
Art. 18. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro.
(…)
Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:
I - a reprodução parcial ou integral;
Alguns que se dispuseram a ler a Lei já argumentaram que o artigo 46, I, a dá base para a transcrição:
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;
Nem meus sites/blogs, nem os dos plagiadores, são veículos da imprensa, logo, trata-se de um argumento fraco e sem fundamento.
No Guia do PC, redigi termos de uso, nos quais autorizo a reprodução parcial dos textos, desde que seja transcrito apenas o primeiro parágrafo, seguido do link para o text original. Acho que só eu li essa página, sensação esta que é potencializada pelo fato de que, até hoje, poucos foram os casos em que o blogger agiu corretamente. Mas enfim, se alguém reclamar e vier encher o saco, as diretrizes estão ali, devem ser respeitadas, e ponto final.
Como se vê, esta é uma questão delicada, e que deve receber atenção. Afinal, muito se fala em “problogger“, “profissionalização de blogs”, “monetização” e blablablá, e neste contexto, onde conteúdo é rei, a proteção aos direitos autorais é uma seara tão importante quanto qualquer outra relacionada ao tema.
Pode parecer cedo, mas a equipe responsável pelo WordPress já está pensando no próximo grande release, o WordPress 2.4. Para nós, meros usuários do sistema, pode parecer muito precoce essa preocupação, mas acreditem: a hora é agora.
No blog do Ryan Boren, funcionário da Automatic (empresa por trás do WordPress), ele comenta este assunto.
Segundo Boren, a recepção do WordPress 2.3 foi muito positiva, os problemas foram poucos, e estes já estão sendo corrigidos. Isso significa que a versão 2.3.1 está a caminho.
Para finalizar, diz que, com o lançamento do WordPress 2.3, os trabalhos na versão 2.4 já começaram. E, se na atual o foco ficou na estrutura do sistema, podemos esperar mudanças na interface e novidades na experiência de usuário na 2.4! :D.
Será que aquele ACP bacana, o Shuttle, finalmente sai? (Se bem que, particularmente, prefiro o atual do que esse conceito aí…).
Ontem à noite:
Suporte: Boa noite! Em que posso ajudá-lo?
Cliente: Boa noite. Estou com um problema na atualização do WordPress. Ao tentar executar o arquivo upgrade.php, que atualiza o banco de dados, o navegador retorna uma página em branco, e o script não é executado.
S: Peço por gentileza que o senhor abra um ticket no nosso HelpDesk, para quem um dos nossos técnicos analise seu problema.
C: Tem que ser pode lá mesmo? É que já faz quatro dias que abri um ticket, e até agora não recebi resposta… Meu problema é meio urgente, o site está todo deformado, e assim ficará enquanto não for resolvido este problema.
S: Desculpe, senhor, mas este é o procedimento padrão.
C: Enquanto isso, dane-se meus leitores e clientes?
S: Posso ajudá-lo em mais algo?
C: Passar bem…
Algum tempo depois:
S: Boa noite! Em que posso ajudá-lo?
C: Estive aqui agora pouco, tentando resolver um problema envolvendo a atualização do WordPress. Encontrei a solução, mas preciso da ajuda de vocês para finalizar o serviço.
S: Pois não.
C: O limite de memória do PHP está fixado em 8 MB, e segundo averiguei, tem que ser 16 MB para funcionar o arquivo upgrade.php. Tem como aumentar esse limite temporariamente, apenas para eu executar esse arquivo?
S: O senhor usa ou usará aplicações feitas em Perl?
C: Não.
S: Recomendo ao senhor migrar para nosso plano PHP5, onde além de todas as vantagens, o limite de memória do PHP é de 16 MB.
C: Eu quero ficar no meu plano atual, o PHP4. Não tem como alterar esse limite, rapidinho?
S: Infelizmente não. Nossos técnicos responsáveis pelos servidores não estão, só trabalham durante o horário comercial.
C: Ahn… E aquele “suporte 24h” que está estampado na home page do site de vocês?
S: É para problemas mais simples.
C: E o que é mais simples que alterar UMA LINHA num arquivo, no caso, o php.ini?
S: Por favor, senhor, abra um ticket, ou entre em contato amanhã, em horário comercial.
C: Ok…
S: Posso ajudá-lo em mais algo?
C: Não, obrigado.
Hoje, às oito da manhã:
Suporte técnico indisponível no momento…
Hoje, às oito e quinze da manhã:
S: Bom dia! Em que posso ajudá-lo?
C: Gostaria que o limite de memória (memory_limit) do PHP fosse aumentado, de 8 MB para 16 MB, a fim de eu executar um script de atualização do WordPress.
S: Peço por gentileza que o senhor abra um ticket no nosso HelpDesk, para quem um dos nossos técnicos analise seu problema.
C: Você está de sacanagem, né?
S: Não, senhor.
C: Ontem fiquei horas falando com outro de vocês aqui, e o cara pediu para que eu viesse conversar em horário comercial, porque a mudança dependia dos administradores dos servidores…
S: Desculpe, senhor, mas por se tratar de um procedimento complexo, este é o procedimento padrão.
C: Para que serve esse chat? NUNCA conseguiu resolver nenhum problema - e olha que já recorri a ele diversas vezes.
S: O chat é para resolver problemas simples.
C: Se mudar uma droga de linha numa droga de arquivo é complexo, não quero imaginar o que seja “simples” no conceito de vocês. Não vai mudar mesmo o limite de memória?
S: Por favor, abra o ticket no nosso HelpDesk.
C: Dane-se. Vou abrir essa porcaria de ticket… Só espero que ele não crie teia de aranha (e que meus leitores parem de acessar o site) antes de receber resposta.
S: Posso ajudá-lo em mais algo?
C: Sem comentários…
E cá estou eu, dependendo da benevolência e disponibilidade da merda do suporte daquele host. E olha que é uma das empresas de hospedagem mais bem conceituadas do Brasil…
Update: Obrigado a todos que comentaram. Finalmente resolvi o problema, graças à imprescindível ajuda do Matt. É por isso que eu gosto de blogs :)
Atualizem seus motores! Conforme o cronograma, saiu hoje o WordPress 2.3, a nova versão do nosso amado sistema de blogs!
As novidades eu já contei por aqui. O download pode ser feito aqui. O procedimento para atualizar é aquele de sempre (só certifique-se de desabilitar todos plugins antes de iniciá-lo, ok?).
Enjoy!
Edit 1: já identifiquei dois plugins incompatíveis com o WP2.3: Google Sitemaps e Jerome’s Keywords.
Muita gente ficou mordida com a descoberta do WordPrexy, um proxy turco do WordPress.com. Mas qual o motivo disso? E por que tanta indignação?
Andei pesquisando sobre o assunto. Ocorre que alguém publicou um blog com informações que desagradaram o governo turco, e este mandou a TTNet, o principal provedor do país, bloquear o acesso a todo o domínio wordpress.com. Depois voltaram atrás, mas em seguida bloquearam novamente, e o rolo ainda persiste. Ou melhor, não sei se já está liberado, ou ainda está bloqueado, mas sei que o pessoal do WordPress está(va) preocupado com a situação.
E neste contexto, apareceu o WordPrexy, um proxy através do qual era possível aos turcos acessarem o conteúdo do WordPress.com em seu país. No começo, eles incluíram anúncios do AdSense nos blogs, e isso causou muita revolta. De acordo com explicação dos mantenedores do site, o dinheiro arrecadado com os anúncios era destinado a cobrir as despesas de hospedagem. Numa das atualizações do post, disseram que, ao completar U$ 100,00, retirariam a publicidade. Mas não foi preciso tanto; acredito que, devido à pressão, retiraram os anúncios quando o valor arrecadado era de U$ 27,00 :P. Além disso, tomaram outra atitude que, acho eu, deveria ter sido tomada desde o início: bloqueio dos buscadores via robots.txt. Afinal, neste caso, AdSense não é nada perto de conteúdo duplicado, não?
No fim, colocaram um botão de doações via PayPal, e boa, todos felizes. Se alguém tiver mais informações sobre essa grande confusão, por favor, sinta-se à vontade para complementar o post.
Fui atrás dessa história graças a um pedido de uma leitora, a Emília. Gosto quando leitores sugerem pautas… Você tem alguma? Se sim, entre em contato.
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